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domingo, julho 22, 2012

SAGU COM VINHO

Primeiro eu tenho que confessar uma coisa, não aguentei ficar sem consumir trigo até o dia 28/07 como havia planejado, sucumbi bem antes disso, mas ainda não parti totalmente pro abraço ao glúten e resolvi fazer uma receitinha simples e para lá de antiga.

Sagu nunca foi uma sobremesa muito atraente para mim, mas minha mãe adorava. Depois de muitos anos sem provar as lindas bolinhas eu já nem me lembrava muito bem do sabor e resolvi tentar de novo. Sabe que ficou bom?  É refrescante por ser geladinho, não é muito doce e o melhor: não pesa no estômago. Além de tudo tem aspecto e textura interessantes por conta das bolinhas.

Na minha busca pela receita acabei descobrindo que o sagu tem quase "1001" utilidades. Alguns usam as bolinhas cruas para fazer sachês perfumados para armários e gavetas, outros usam para fazer caviar fake, super decorativo. Como ainda tenho muito sagu em casa quero testar o falso caviar em canapés.

Mas a receita agora é do SAGU COM VINHO:

 2/3 xícara (chá) de sagu
 4 xícaras (chá) de água
 2 xícaras (chá) de vinho tinto seco
 3/4 xícara (chá) de áçúcar
1 casca de canela (não usei porque não tinha)
  cravo-da-índia (usei 6)

Modo de  fazer:
Em uma vasilha, misture o vinho com a água. Adicione o sagu, mexa e deixe de molho por uma hora. Despeje o conteúdo em uma panela, junte os demais ingredientes e leve ao fogo baixo, mexendo de vez em quando, por aproximadamente 40 min. ou até que o sagu fique translúcido. Deixe amornar e coloque em taças ou em uma compoteira e leve à geladeira.

O sagu é feito de mandioca e não contém glúten. Para quem não conhece o sagu cru, segue uma foto. Ele é branquinho, desconsiderem a parte avermelhada pois eu já tinha começado a adicionar o vinho quando pensei em fotografar.

segunda-feira, julho 16, 2012

QUIBE SEM TRIGO

Fazer a matéria prima para um preparo culinário dá um pouco mais de trabalho do que abrir o saquinho comprado no supermercado, mas eu confesso que gosto mais das coisas trabalhosas do que das fáceis (ok, ok, às vezes prefiro abrir o saquinho).
Gosto de experimentar, sou curiosa e essas duas coisas me fizeram testar uma receita que vi no interessantíssimo blog "Come-se". Obviamente quem pode consumir trigo não precisa se dar ao trabalho, mas achei interessante para quem não pode e morre de vontade de comer tabule ou quibe. Não deu para testar o tabule porque fiz só uma xícara de "risilho", que é como a Neide chama o substituto do triguilho.
Para saber como faz o risilho ou mesmo o quibe é só clicar AQUI.
O resultado foi bastante satisfatório mesmo eu não tendo usado o arroz cateto vermelho (porque não encontrei no supermercado aqui perto de casa).
As fotos da aventura:
Ah! eu fiz meia receita porque como foi um teste eu achei achei melhor maneirar. Cozinhei 1 xícara de arroz integral que rendeu estes 3 tamanhos de grãos (eu só tinha 3 tamanhos de trama de peneira). Usei os 2 potinhos da direita na receita do quibe (totalizaram 75g, exatamente o necessário para ¹/² receita)





 bjs a todos e daqui a pouco eu volto para mostrar minhas aventuras no crochê.

segunda-feira, julho 09, 2012

FALHOU!!!! A BOLACHA CHAMPANHE (sem trigo) QUE NÃO DEU CERTO (ou deu!?!!)


Nos primeiros dias da minha dieta sem trigo, fui a uma loja especializada em alimentos para dietas restritivas (sem glúten, sem açúcar, sem lactose...) para ver o que tinha disponível e constatei que tem pouca coisa e - pior - as coisas são caríssimas. Para vocês terem uma idéia, um pão de forma borrachudo, que nem chega perto dos pães normais que conhecemos, sai por 12,80; um macarrão instantâneo tipo miojo (arghh) por 4,50. Já no caixa para pagar as coisas que comprei, vi uma caixinha com bolacha champanhe. Eu adoro esse tipo de bolacha mas o preço era alto, quase 13,00 por uma caixinha com 8 biscoitos. Quase não levei mas o meu medo de ficar sem coisas feitas com farinha, ainda que não a de trigo, era tão grande que decidi levar a guloseima para casa. O biscoito era delicioso e não demorou a acabar. Empolgada com a semelhança dele com o biscoito normal (visual e de sabor), resolvi procurar uma receita sem glúten e encontrei AQUI no blog Delishville.
Mas como vocês poderão ver a seguir, não deu muito certo. Ainda vou tentar de novo pois acho que errei no modo de fazer mas mesmo assim vou mostrar o que aconteceu porque no final dei um jeito dela fazer parte da sobremesa. O resultado não ficou assim bonito, mas o sabor ficou muito bom.

Eu forrei a forma com papel manteiga e untei, coloquei a massa no saco de confeitar e coloquei sobre o papel, já de cara achei que ficou muito mole. Polvilhei açúcar cristal e coloquei no forno. Deu para notar que não tenho o menor jeito com o saco de confeitar? kkk
 Acho que meu primeiro erro foi polvilhar o açúcar sobre todas as bolachas de uma vez, o que fez com que o açúcar também caísse no papel. Com a alta temperatura ele queimou rapidamente.
 Resultado da primeira assadeira: biscoitos finos demais e queimados. Ponto positivo para o papel manteiga que foi essencial para que as bolachas saíssem inteiras.
 Na segunda fornada as coisas começaram a melhorar mas a massa muito mole se espalhou  bastante
 O que deixou os biscoitos em um ponto razoável mas finos demais
 Ponto negativo para a assadeira untada apenas com óleo. Acreditem, meu papel manteiga acabou no meio da receita e como nunca uso esse papel (acho que esse rolo deve ter uma dezena de anos) eu não tinha notado que estava no final. Os biscoitos se grudaram na assadeira e apenas uns 4 saíram quase inteiros. Estes eu não polvilhei com açúcar cristal. 
 Desanimada com os resultados obtidos resolvi colocar toda a massa restante em uma assadeira untada e polvilhada com farinha sem glúten. A essa altura eu já estava achando que paguei barato pelos biscoitinhos lá na loja. rs
Coloquei uma forma alta de vidro sob a forma de alumínio para não tostar muito embaixo da massa. O resultado foi bem satisfatório pois o biscoito saiu direitinho só que a consistência ficou entre a do biscoito e de um bolo firme.
 Como o sabor da massa era muito bom, resolvi aproveitá-la em uma sobremesa com morangos. Piquei o biscoito da terceira fornada
 Juntei os esfarelados da segunda
 Morangos picados
 Suspiros esmigalhados e 1 lata de creme de leite com soro e um pouco de açúcar. 
Ok pessoal, sei que visualmente não ficou bonito, mas o resultado foi algo entre um merengue de morangos e um pavê com bolacha champanhe. Foi servido no almoço de hoje (feriado aqui no estado de SP) e a essa altura não tem mais. Nem pra remédio, como costumamos dizer por aqui. rs

Mas não vou desistir não. Acho que tenho que colocar um pouco mais de farinha ou acrescentar as claras em neve só no final da receita, como fazemos normalmente para massas de bolo. 

Alguém aí sabe qual o segredo desses biscoitinhos? Mesmo que seja dos feitos com trigo.

Com o preço alto e a dificuldade de encontrar produtos industrializados sem glúten acho que vou ter que aprender na marra rs.

bjs a todos e ótima semana.

domingo, julho 08, 2012

SEM TRIGO - TORTA DE LIQUIDIFICADOR


Oi pessoal, hoje estou inaugurando uma nova tag aqui no blog, que batizei de SEM TRIGO. A partir de agora testarei algumas receitas sem esse ingrediente tão utilizado no mundo e principalmente na cozinha ocidental (e que eu gosto tanto...). Acontece que eu decidi atender a uma antiga recomendação médica e há 10 dias iniciei uma dieta sem glúten (proteína presente no trigo, aveia, cevada e centeio). Estou me sentindo bem melhor mas ainda não sei se aguentarei mais de 1 mês. Este foi o prazo mínimo que eu me dei.

A intenção é trocar experiências gastronômicas com outras pessoas que tenham intolerância ao glúten e a primeira receita que quero compartilhar é a de torta de liquidificador. Gostei muito da receita e realmente não perde em nada para a torta tradicional que leva trigo.

A receita foi baseada na original (AQUI) do blog Josi não contém glúten e fiz apenas algumas alterações (na quantidade de leite, recheio e não usei o tal CMC). Ficou ótima.
Eu fiz assim:

TORTA DE LIQUIDIFICADOR (SEM TRIGO)

INGREDIENTES:
2 xícaras de farinha sem glúten*
2 ovos;
1 xícara de queijo ralado (meia cura)**;
1 1/2 xícara de leite;
1/3 de xícara de óleo;
1 pitada de sal; (se o queijo não for muito salgado)
1 colher (sopa) de fermento químico;

RECHEIO
1 tomate finamente fatiado;
8 fatias de peito de perú; **
8 fatias de queijo;  **
azeitona e cebola fatiada (opcionais); 

orégano para polvilhar.

* Se não encontrar a farinha pronta faça em casa e guarde em um pote para uso futuro: misture 2 xícaras de farinha de arroz, 2/3 de xícara de fécula de batata e 1/3 de xícara de polvilho doce (Estes ingredientes são facilmente encontrados em supermercados)

** leia as embalagens desses produtos para se certificar de que não contém glúten (essa informação é obrigatória em todos os rótulos).

MODO  DE PREPARO:
Bata todos os ingredientes da massa no liquidificador. A massa deve ficar um pouco mais grossa que a de panquecas, se for necessário acrescente um pouco mais de leite.Coloque metade da massa em uma forma untada e enfarinhada (com a farinha sem glúten), coloque o recheio, cubra com o restante da massa e polvilhe orégano.
Leve para assar em forno pré-aquecido até ficar dourada e firme.



A torta ficou ainda mais gostosa no dia seguinte e a minha próxima tentativa será fazer um pão com essa massa.  É que até agora não gostei muito de nenhum dos pães que eu comprei e essa massa parece que vai dar um bem razoável. Se der certo eu mostro aqui. 

OBS. Gente, como não sou doida nem irresponsável, quero deixar claro que embora a fonte destas receitas que estou testando sejam blogs de portadores de doença celíaca ou sites especializados, eu NÃO estou indicando a receita para celíacos, pois não sou nutricionista e tampouco especialista no assunto. 

bjs a todos e se alguém tiver uma receitinha delícia sem glúten me avise (please...).

FEITO NO BRASIL